Errata: Celso Malavoloneke desmente ter escrito a opinião contra o Cônego Apolónio Graciano

O jornalista, político e acadêmico Celso Malavoloneke, negou na tarde desta sexta-feira, 17 de Novembro, ter escrito a opinião que circula nos grupos das redes sociais, com maior realce para o WhatsApp, segundo a qual, critica a postura do Cônego Apolónio Graciano que teceu, durante uma homilia, duras críticas ao Presidente João Lourenço, por não ter feito qualquer menção ao falecido Presidente José Eduardo dos Santos, enquanto mentor do projecto do novo aeroporto internacional de Luanda.

Convicto que o texto seria do político, agora emprestado à academia, o ECOS DO HENDA acabou por partilhar o referido texto que, prontamente, foi desmentido pelo DR. Celso Malavoloneke, por sinal, um católico de mão cheia, sobre a sua autoria.

Neste sentido, este portal se penitencia, solicitando ao visado as nossas mais sinceras desculpas por esse erro crasso, sendo que, a intenção foi apenas de partilhar a opinião do autor do texto, cujo teor se acha pertinente e actual, augurando que, sejamos compreendidos, quer pelo DR Celso Malavoloneke, a quem temos uma grande estima e consideração, bem como ao Cônego Apolónio Graciano, um padre a quem, igualmente, estimamos bastante por dizer as coisas de forma frontal e sem tabus.

Eis o texto de opinião que circula nas redes sociais atribuído a Celso Malavoloneke

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A galinha não segue o pato

A nossa santa e una Igreja Católica é das, senão, a instituição mais credível deste mundo, que abraça a causa dos pobres, indefesos e fracos sem hesitação e fá-lo sem motivações políticas ou materiais, mas, entretanto, não me posso penitenciar com o silêncio ante ao desvio dos sacerdotes transformados em políticos ou políticos transformados em sacerdotes que têm se desviado dos motivos por que foram ordenados.

Por: Celso Malavoloneke

Vamos imediatamente desconstruir a alegação do papel social da igreja pois não está em causa, visto que, a intervenção cívica é imperativamente baseada em critérios e teses bíblicas, assim sendo, indago-me sobre qual o respaldo bíblico encontrado no sermão do Cónego Apolónio Graciano? O que terá motivado o temeroso sacerdote à adopção de tão incoerente conduta? Serão motivações materiais, pois estou cônscio das dificuldades que acometem a sua diocese, todavia como crente e líder religioso devia alicerçar-se na fé e esperar em Cristo em vez de exercer militância activa na Casa do Senhor à semelhança dos mercadores que negociavam na casa do Pai em pleno dia santo.

Caso se trate de uma estratégia de marketing a fim de granjear a mesma dimensão cívica de Dom Belmiro Chissengueti, aconselhamos o reverendo a adoptar a mesma postura exemplar do Bispo de Cabinda cujas críticas enérgicas e justas são proporcionais à conduta social exemplar e aos elogios públicos quando as circunstâncias assim exigem. Tal como somos convidados a ser imitadores de Cristo, também somos convidados a imitar os bons exemplos dos homens, mas sem os deturpar.

Que a paz de Cristo esteja convosco!

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