Eleições Gerais de 2022: UNITA insiste em “fantasma” da fraude mesmo sem hipóteses de vencer o pleito

Em fase final da campanha, responsáveis de alguns partidos na oposição e figuras da sociedade civil, condenam o apelo da UNITA, segundo a qual, os cidadãos devem permanecer nas proximidades das Assembleias de voto, o que para eles pode desembocar em conflitos.

Para o Presidente da CASA-CE Manuel Fernandes a fiscalização das do processo eleitoral é da responsabilidade dos delegados de lista, por isso, cada cidadão depois de votar deve regressar a sua casa.

“Tenho reiterado esse apelo ao longo dos meus comícios”, sublinhou.

A mesma opinião comunga Benedito Daniel Presidente do Partido de Renovação Social (PRS), para quem os actores políticos devem ser os primeiros promotores da paz e da estabilidade social, por isso, apelou a não permanência dos cidadãos nas proximidades das Assembleias de voto.

Para Quintino Moreira, Presidente da Aliança Patriótica Nacional, (APN), a permanência dos cidadãos junto das Assembleias pode gerar transtornos, lamenta as razões de a UNITA antecipar uma fraude.

Para o Reverendo Ntony-a-Nzinga és membro da comissão para paz, entende que cada cidadão deve retornar a sua casa depois de exercer o seu direito.

“A fiscalização é tarefa dos delegados de lista, por isso não vejo razão de o eleitor permanecer no local, ou a UNITA não tem confiança nos seus delegados”, questiona, ao concluir que não fica bem antecipar armários negativistas.

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